Planos tecnicamente perfeitos e compostos com maestria têm pouco ou nenhum significado se o filme for apresentado de maneira ilógica, desinteressante ou incoerente. O público não deve ficar confuso nem ter de se esforçar para acompanhar os temas, a não ser que desvios da trama sejam úteis para propósitos narrativos. Problemas de enredo não são a principal preocupação do fotógrafo que filma com roteiro. Mas o fotógrafo diretor de não ficção que filma por conta própria com base num esboço ou em algumas notas deve ter certeza de que seu material poderá ser montado num filme capaz de contar uma história. Para isso é necessário compreender por completo os valores da história, a reação dos espectadores e as peculiaridades editoriais. Mesmo o documentário mais simples deve atrair o interesse do público e manter sua atenção conforme o filme avança. Depois que o tema ou enredo for apresentado e desenvolvido, a narrativa deve crescer em interesse conforme progride. Cada plano precisa ter um propósito. Todas as cenas devem ser associadas de modo que seu efeito combinado, e não seu conteúdo individual, provoque as reações desejadas nos espectadores. O objetivo mais importante é fazer o público se importar com as pessoas e os acontecimentos que estão sendo retratados. Isso significa se identificar com os atores num filme de ficção e se preocupar com o que acontece a eles. Também implica se importar com o objeto apresentado num documentário e se interessar pela mensagem, tema, problema, propaganda, teste de engenharia, informe de vendas, relatório de projeto ou qualquer assunto retratado.
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